quinta-feira, 3 de abril de 2008

Peso dos Atos


Nossas conexões foram arqueadas, e você permanece céptica.

A dúvida do não amar, é maior do que a própria crença do senti-lo,

As pequenas diferenças. Das digestivas às intragáveis.

Agüentar seu estereotipo de lamúrias intermináveis,

Um velório sem fim.

O ar de estranheza permanente ao seu redor,

Mesmo após banha-lá com os mais caros e aromáticos perfumes,

O ar ainda pesa, e nada cai no esquecimento de sua mente.

Do jantar no ano passado, onde foi-me servido a traição como canapés.

Tudo o que foi feito, tudo o que foi-se discutido e nada resolvido,

Mantido.

Somente porque as conseqüências dos atos não voltarão à você.

E com certeza é mais fácil manter este desequilíbrio equatorial do que restabelecer uma relação.

Ganhar novamente o que chamamos de “confiança”.

Talvez seja uma palavra sem nexo, e nem deveria existir.

Mas sua existência é compensada, com nossa habilidade de falsificar sentimentos, por nossa máquina cardíaca e cerebral.

Esqueça seu “id”, e até seu “ego”Pois nada lhe trará o perdão

Nem suas lágrimas,

Nem mesmo sua morte.


MDL

Um comentário:

Maycon disse...

Ola Camila
fico agradecido e até sem palavras, por ver este meu singelo textinho no seu blog.
amo-te muito viu...
beijos
ate+